28 de fevereiro de 2010

Drags, Transexuais, Travestis, Transformistas e Cross Dressers


Com a presença de Dicesar no BBB10 (a Drag Queen Dimmy Kieer), falar, exibir e explorar a imagem das Drags na mídia virou moda. Elas estão em toda parte e agora são a bola da vez, aproveitando sua principal característica, fazer rir, pois como elas mesmas se intitulam, são palhaços de luxo.

O grande problema de entrar de repente no mundo hétero é a confusão de conceitos generalizada, pois até pessoas do próprio cenário LGBT se perdem quando o assunto são Drag Queens, Transformistas, Travestis e Transsexuais.

O termo Drag Queen é uma gíria que surgiu por volta de 1870, tanto no mundo Gay quanto no teatro. Drag Queens são artistas performáticos que se travestem, fantasiando-se cômica ou exageradamente com o intuito geralmente profissional artístico.

Na maioria das vezes, apresentam-se em boates e bares LGBTs, embora haja Drags que façam eventos para público misto e heterossexuais, como animação em festas de casamento, debutantes, formaturas, velórios, etc.

Portanto, chama-se Drag Queen o homem que se veste com roupas exageradas e, muitas vezes com estilo andrógino, femininas, estilizadas, e que tem como principal característica o humor.

Diferentemente da Transexual e da Travesti, que são homens que resolveram fazer alterações em seu corpo para se aproximarem ao máximo da imagem feminina.

Apesar de uma certa falta de consenso nesta questão, a Comunidade LGBT costuma diferenciar essas duas identidades da seguinte forma: A Transexual é aquela que além do implante de silicone e toda a mutação do corpo para ser vista como uma mulher, ainda faz a cirurgia de mudança de sexo e a Travesti segue a mesma linha só que mantém o seu órgão sexual masculino.

Existem ainda os Transformistas, que preferem ser identificados como atores Transformistas, que são homens que se transformam ou se “montam”, como costumam dizer, em figuras femininas. Sou objetivo não é fazer humor, mas sim dublagens perfeitas de mulheres femininas e poderosas.

Eles buscam se aproximar ao máximo da beleza feminina, com sua elegância, sua sutileza e exuberância, porém, utilizam como recursos apenas maquiagem e enchimentos para dar as formas do corpo feminino e geralmente trabalham apresentando-se em casas LGBTs e participando de concursos de beleza, como é o caso do Miss Gay, mas fora do personagem voltam a ter a imagem de homem.

Por sua vez, os Cross Dressers, ou CDs como também são conhecidos, são homens que possuem o fetiche e a fantasia de se vestirem de mulher por algumas horas em situações específicas. Muitos são heterossexuais, casados, mas que sentem necessidade de assumir o papel feminino durante festas, para receber amigos, ir a bares, confraternizações fechadas, ou até mesmo durante o sexo.

Eles se sentem bem com seu corpo masculino e não querem modificá-lo com silicone ou plásticas, apenas realizar a fantasia de se vestir de mulher. É uma maneira, ainda que temporária, de trocar os papéis sociais e fazer parte do universo feminino que tanto admiram.

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